terça-feira, 16 de novembro de 2021

Sobre primeiras vezes

Oie! Tudo bem por aí?

Apesar de eu julgar o Barry Allen (The Flash CW) por fazer o mesmo, eu sou uma pessoa movida à frases de efeito motivacionais. Sempre com alguma que li ou ouvi por aí na ponta da língua, ou apenas guardadinha no coração. Entre elas, uma pergunta bem reflexiva: 

"Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?"

Apesar da pandemia e outras situações que vieram junto com ela, 2020 e 2021 têm sido anos de descobertas e experiências maravilhosas em minha vida. Parece até insano dizer isso, em meio ao caos que tem sido a vida do ser humano com o surgimento deste vírus. Mas eu estaria, sim, mentindo se dissesse que tudo por aqui tem sido espinhos.

Entre Janeiro e Fevereiro de 2020, antes de tudo começar, vivi um conjunto de experiências incríveis. Fui à praia sozinha, fiz uma viagem com hospedagem para Foz do Iguaçu, visitei uma das 7 Maravilhas Naturais no Mundo (as Cataratas do Iguaçu), saí do Brasil por algumas horas (cruzei as fronteiras de Argentina e Paraguai). Tempos depois saltei de um barco para mergulho no mar, experimentei comida japonesa, pedi demissão do meu primeiro emprego, declarei imposto de renda (kkk) ... recentemente fiz rafting e tive um dia de modelo praiana💓. Entre tantas outras coisas que provei pela primeira vez bem antes de tudo isso, como voar de avião, dar PT ...

Enfim, são inúmeras as situações em que eu me permiti, e não citei nem metade... Me descobri uma Dora  Aventureira (e alguns até me chamam assim). E quem está de fora olha e fala "que coragem!", porém mal sabe que muitas das minhas "aventuras" eu fui com medo mesmo, mas sempre no momento ficava pasma no quanto tanto temor era insignificante comparado à emoções e aprendizados que surgiriam a partir dali. 

Sempre que vivencio uma nova e boa experiência, dois sentimentos se confrontam, mas no fim se dão as mãos: A sede de querer provar inúmeras outras coisas e a vontade de aproveitar ao máximo cada segundo atual, já que nossa amada vida pode infelizmente ser muito breve... fazendo com que nossa primeira vez possa também ser a última.

Espero ter a oportunidade de ter infinitas primeiras vezes mais à frente, e quem sabe segundas, terceiras, dezenas...

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Doce 26 | Mais uma primavera chegou

(foto de um dia muito especial que logo postarei sobre)

Ultimamente, me encontro com o mesmo sentimento que a letra da música que a Sandy compôs ao completar seus 30  anos: "Porque eu sou jovem pra ser velha, e velha pra ser jovem". Só que por aqui ainda e graças à Deus, estou nos 26... mas pensar que matematicamente analisando, agora estou bem mais perto dos 30 que dos 20 anos. E quando se é criança, achamos que chegando à determinada idade viraremos adultos, mas os anos passam e descobrimos que não nos tornamos uma "outra coisa", você ainda é você.

Eu amo a data do meu aniversário! E apesar de ser uma libriana do dia 27 de setembro, eu tenho aquele gostinho como se setembro inteiro fosse dedicado à mim. Normalmente, meus aniversários são dias tranquilos, sem agitações (quando não estou trabalhando) e sem grandes comemorações e este ano não foi diferente. Mas existe um fenômeno astrológico que antecede este dia e dura um período que, na teoria, são 30 dias, porém na prática eu tenho certeza que são mais. O nome do tal é chamado de "Inferno Astral", que representa os 30 dias que antecedem o seu aniversário e é uma fase que curiosamente qualquer coisa tem tudo para dar errado. E ao que parece, quanto mais supersticiosa(o) você é (assim como eu), mais isso é uma triste realidade. Talvez até explique as não comemoraçõs também hahah'. É um período tão conturbado que me tira um pouco o pique, e acabo preferindo só curtir e agradecer a minha existência por mais uma estação.

Mas além disso, tem algo mais que acredito que também aconteça com a maioria das pessoas. Com a aproximação do novo ciclo, surge uma fase de reflexão em que nos autoanalisamos não só no último ano, mas por toda a nossa trajetória até o presente momento. E isso pode trazer um misto de Gratidão e Frustração. São tantas coisas que já tivemos que passar, cada batalha que já enfrentamos, sendo muitas sozinhas e internamente e nos damos contas do quão corajoso foi chegar até aqui. Em contrapartida, pode ocorrer também o sensação de estar parada(o) no tempo, sentindo que com a atual idade você poderia ter ido mais além, ter conquistado tantas outras coisas... E eu poderia até apostar que essa segunda vibe surge por comparar sua vida à de outra pessoa que, até tem a mesma idade que você, mas a trilha que ela teve que seguir não foi a mesma que a sua, pelo menos não no mesmo momento e isso não nos deve servir de termômetro de sucesso. Falo tudo isso por experiência própria.

Resumindo, essa virada de ano traz aquela sensação de querer mudar radicalmente de vida, talvez até a personalidade. Querer organizar cada cantinho do seu mundo de uma só vez, e literalmente fechar ciclos para iniciar novos. E apesar de lutar contra minha própria auto cobrança, nas faxinas que fiz recente fiquei muito feliz com tantas coisas que risquei das wishlists por já ter conquistado, e pensativa também por alguns itens terem saído da lista apenas por não ser mais algo que almejo. É louco pensar no quanto tudo pode mudar em um ano.

E você, é do tipo que só pensa em comemorar? Do tipo que não liga muito para a data (o que eu acho quase impossível até para os que afirmam isso)? Ou do tipo que, assim como eu, todo ano se reúne com todas suas versões para bater um papo? 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Curtindo a própria companhia



 Olá, pessoas! Tudo bem?

A reflexão de hoje é sobre bastar-se, gostar de estar só, se divertir mesmo que sozinha(o).
Acho que nunca irei conseguir descrever o quanto morar em São Paulo me transformou. São tantas experiências que, por vir de onde eu vim, nem nos meus maiores sonhos ou nos meus pensamentos mais férteis eu poderia imaginar que fossem possíveis. Exemplos: trabalhar em um shopping onde um famoso pode ser cliente comum, participar de coreografias em pontos turísticos, ir ao teatro, participar da plateia de programas de TV, assistir à um programa de rádio ao vivo e direto dos estúdios, estar há alguns minutos de outros países, encontrar gringos. Tudo isso já aconteceu comigo, mas há alguns anos atrás, esses seriam os tipos de coisas que eu mesma rotularia como "coisas que só acontecem na Televisão".
E sabe o mais incrível? Eu vivi tudo isso sem precisar que alguém do meu curto círculo social me acompanhasse. E não era por não querer estar acompanhada. Três fatores contribuíram para isso:
  • Não tinha com quem - por falta de disponibilidade, por falta de dinheiro e até por falta de vontade. Nem sempre as pessoas verão certas oportunidades com o mesmo encantamento que você.
  • Se não sou eu, quem vai? - Eu não demorei muito a perceber que se eu ficasse esperando por terceiros, estacionaria meus planos, minhas vontades, curiosidades e minha vida. Comecei indo sozinha à passeios nos shoppings, parques, depois à shows, até que virei também viajante solo.
  • Pega-se gosto - o medo diminui horrores após o primeiro passo. Você agora sabe que é capaz de sair, se cuidar, se divertir, de explorar de acordo com o seu propósito, dentro do seu tempo e isso é tão libertador e revigorante que você quer sentir isso mais vezes.
Sair por aí sem ter alguém puxando pelo teu braço envolve auto responsabilidade, autoconhecimento, independência, sentimento de ser capaz, novas perspectivas e é quase impossível querer abrir mão de tudo isso. E talvez o mais interessante é que no caminho descobrimos que não estamos 100% sozinhos de verdade. Não é raro esbarrar com alguém que está ali pelo motivo e propósito em comum.